Construindo uma boa imunidade

Durante a gestação ocorre a transferência de anticorpos maternos para a circulação dos fetos através da placenta; logo após o nascimento os bebês recebem uma nova carga de anticorpos através do colostro, que é o primeiro “leite” produzido pela mãe.

O colostro é produzido pela mãe durante aproximadamente 48 horas, e somente durante as primeiras 48 horas após o nascimento, o intestino dos bebês tem a capacidade de absorver esses anticorpos: após esse período os anticorpos presentes no leite materno terão ainda uma ação protetora local, na mucosa de todo o trato digestivo. Essa imunidade mantém os bebês protegidos enquanto eles passam a desenvolver uma resposta imunológica própria, processo que é gradativo e lento.

No início da vida a capacidade de resposta aos estímulos é muito pequena, porém a imunidade recebida da mãe os mantêm protegidos, e com o passar do tempo essa capacidade aumenta até atingir o seu máximo ao redor dos 4 meses de idade, o que, biologicamente, corresponde a época de início da troca dos dentes – somente nesta época, o animal, desde que seja imunocompetente, passa a ter resposta imunológica máxima.

A vacinação consiste num método de estimular o organismo através da introdução de agentes causadores de doenças na forma morta ou inativada, ou modificados, de forma que perderam a capacidade de causar as doenças.

Por serem produtos biológicos, as vacinas tem que ser fabricadas com muito critério e qualidade, caso contrário poderão não estimular a imunidade do animal, ou até mesmo causar problemas de saúde... Além disso devem ser rigorosamente mantidas sob refrigeração, a temperaturas cosntantes, nem muito elevadas, nem muito baixas – as vacinas não podem ser congeladas, nem permanecerem fora da geladeira por mais do que 15 minutos em climas quentes, ou 30 minutos em climas frios.

A resposta vacinal é muito pequena em animais mais novos, tornando--se cada vez maior com a idade. Isto faz com que a proteção conferida pelas vacinas seja gradativamente “construida”.

Deve-se dar especial atenção ao estado do animal ao receber as doses de vacina – quando o animalzinho estiver doente, adoentado ou convalescente, ele não deve ser vacinado, pois poderá não responder adequadamente à vacinação, ou pior ainda, a doença contra a qual o seu corpo estava lutando acaba por se manifestar pois as vacinas levam a alterações imunológicas transitórias durante cerca de 24 a 48 horas após a sua aplicação.

Também não é indicado vacinar e operar o pet, bem como vaciná-lo durante quaisquer tipos de tratamentos, tópicos, orais ou injetáveis, com corticóides, já que estes inibem o sistema imunológico e é possível que bloqueiem a reação vacinal...

Assim tentamos manter os pequenos mascotes com “uma saúde de ferro”, imbatíveis... E saúde e alegrias são quase sinônimos!!!

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